Problemas de tradução em Mônaco Print E-mail

A tradução dos documentos apresentada pelo Brasil foi considerada precária pelo Tribunal.

Em 15 de setembro de 2007, o banqueiro Salvatore Cacciola foi a Monte Carlo, no Principado de Mônaco. Ele se hospedou num hotel cinco estrelas e saiu para passear. Só que os hotéis repassam automaticamente pela internet todos os dados dos hóspedes à polícia, e o nome de Salvatore Cacciola estava na lista de procurados da Interpol. Cacciola foi preso em uma praça, em frente ao famoso Cassino de Monte Carlo.

A audiência da Justiça de Mônaco que define a extradição do ex-banqueiro já havia sido adiada duas vezes. A pedido da defesa, os juízes haviam decidido solicitar ao Ministério da Justiça brasileiro novos documentos que comprovem a autenticidade e a vigência dos mandados de prisão.

O Tribunal de Justiça de Mônaco adiou pela terceira vez o julgamento de um pedido de extradição do banqueiro Salvatore Cacciola feito pelo governo brasileiro. O adiamento foi causado pelo fato do tribunal de apelações ter considerado precária a tradução dos documentos apresentados pelo Ministério da Justiça brasileiro. Uma nova tradução, dessa vez feita por especialistas franceses, será apresentada ao tribunal.